A Man in the City

Portuguese

Um Homem na Cidade

Agarro a madrugada
como se fosse uma criança,
uma roseira entrelaçada,
uma videira de esperança.
Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem, por força da vontade,
de trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acendo cedo,
vou por Lisboa, maré nua
que desagua no Rossio
Eu sou o homem da cidade
que manhã cedo acorda e canta,
e, por amar a liberdade,
com a cidade se levanta.
Vou pela estrada deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresce na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
tudo o mau tempo no mar alto.
Eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.
E quando agarro a madrugada,
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada,
um malmequer azul na cor,
o malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém,
o malmequer desta cidade
que me quer bem, que me quer bem.
Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também,
or sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem,
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis, que me quer bem.

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English

A Man in the City

I grab the dawn
As if it were a child,
A rosebush entwined
A vine of hope.
Just as the body of the city
That morning rehearses early the dance
Of whom, by force of will,
Never tire of working.
I am going down the street of this moon
That I light early on my Tagus,
I’m going on about Lisbon, naked tide
That flows into the Rossio
I am the man of the city
that morning wakes early and sings
and, for loving freedom,
with the city rises.
I am going along the roads dazzled
By the full moon of Lisbon
Until the moon infatuated
Evolves into the sail of a boat.
I am a seagull defeated
By all the bad weather at sea.
I am the man who carries
The tide of startled people.
And when I grab the dawn,
I reap the morning like a flower
On the verge hurt leafless,
A marigold blue in colour,
The marigold of freedom
That wishes me well as anyone would
The marigold of this city
That wishes me well, that wishes me well.
In my hands the dawn
Opened the April flower as well
A flower without fear, perfumed
With the aroma that the sea has,
The flower of Lisbon so beloved
That I wanted badly that it wishes me well.

Submitted by MauriceV on Tue, 15/01/2013 - 22:25
Author's comments:

In Carlos Saura's Fado and also in Youtube at
http://www.youtube.com/watch?v=aUEGq2GZHtQ
Fourth last line in Portuguese should be "A flor sem medo, perfumada"
Whole of lyrics need to be parsed. Go to www.portaldofado.net to get parsed lyrics.

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