Frances Harper - Bury Me in a Free Land (Portugál translation)

Angol

Bury Me in a Free Land

Make me a grave where'er you will,
In a lowly plain, or a lofty hill;
Make it among earth's humblest graves,
But not in a land where men are slaves.
 
I could not rest if around my grave
I heard the steps of a trembling slaves;
His shadow above my silent tomb
Would make it a place of fearful gloom.
 
I could not rest if I heard the tread
Of a coffle gang to the shambles led,
And the mother's shriek of wild despair
Rise like a curse on the trembling air.
 
I could not sleep if I saw the lash
Drinking her blood at each fearful gash,
And I saw her babes torn from her breast,
Like trembling doves from their parent nest.
 
I'd shudder and start if I heard the bay
Of bloodhounds seizing their human prey,
And I heard the captive plead in vain
As they bound afresh his galling chain.
 
If I saw young girls from their mother's arms
Bartered and sold for their youthful charms,
My eye would flash with a mournful flame,
My death-paled cheek grow red with shame.
 
I would sleep, dear friends, where bloated might
Can rob no man of his dearest right;
My rest shall be calm in any grave
Where none can call his brother a slave.
 
I ask no monument, proud and high,
To arrest the gaze of the passers-by;
All that my yearning spirit craves,
Is bury me not in a land of slaves.
 
Kűldve: maluca Péntek, 28/07/2017 - 03:14
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Portugál translation

Enterrem-me numa terra livre

Façam-me um túmulo onde quiserem,
Numa mera planície ou num nobre monte;
Façam com que seja um dos mais humildes,
Mas não o façam numa terra onde há escravos.
 
Eu não poderia descansar se ao redor do meu túmulo
Ouvisse os passos de um escravo trémulo;
A sombra dele por cima da minha tumba silenciosa
Fá-la-ia* um lugar de melancolia medrosa.
 
Eu não poderia descansar se ouvisse os passos
De uma cadeia de escravos a ser levada ao matadouro
E o grito de uma mãe loucamente desesperada
A subir como um feitiço pelo ar trémulo
 
Eu não poderia dormir se visse o chicote
A beber o sangue dela a cada golpe temoroso,
E se eu visse os bebés dela a serem arrancados do seio,
Como pombas trémulas do ninho dos pais.
 
Eu tremeria e sacudir-me-ia se ouvisse o latido
De cães de caça a pegarem a sua presa humana,
E se eu ouvisse o cativo a implorar em vão
Enquanto lhe colocam de novo a cadeia enlouquecedora.
 
Se eu visse miúdas desde os braços das mães
A serem trocadas e vendidas pelos encantos juvenis,
O meu olho seria aceso por uma chama lúgubre,
A minha bochecha empalidecida de morte corar-se-ia de vergonha.
 
Eu dormiria, queridos amigos, onde o poder inchado
Não pudesse roubar de ninguém o direito mais querido;
O meu descanso será tranquilo em qualquer túmulo
Onde ninguém puder chamar o seu irmão de escravo.
 
Não peço nenhum monumento orgulhoso e alto,
Para deter o olhar dos transeuntes;
Tudo o que o meu espírito ansioso deseja,
É que eu não seja enterrada numa terra de escravos.
 
Kűldve: valdimar Szerda, 24/01/2018 - 00:51
Added in reply to request by maluca
Last edited by valdimar on Csütörtök, 25/01/2018 - 05:04
Szerző észrevételei:

*Este poema foi publicado num jornal abolicionista em 1858 e possui uma linguagem poética e antiquada. Empreguei a mesóclise aqui numa tentativa de manter essa atmosfera do texto original.

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Hozzászólások
Josemar    Csütörtök, 25/01/2018 - 00:53

Olá, valdimar, tudo bem? Gostaria de deixar algumas sugestões, se não te importas, que podem deixar a tua tradução mais fluida:

Mas não o façam numa terra onde tem homens que são escravos. > Podes simplesmente dizer "Mas não o façam numa terra onde há escravos"

Fá-la-ia um lugar de melancolia medrosa.
Eu tremeria e sacudir-me-ia se ouvisse o latido
A minha bochecha empalidecida de morte corar-se-ia de vergonha.
> O uso de mesóclise, apesar de corretíssimo, é um tanto formal e restrito, totalmente erudito, não achas? Em alguns países de língua portuguesa, o uso só costuma ser empregado em livros e textos jurídicos e parte significativa dos nativos sequer compreende como esta colocação pronominal funciona

É para eu não ser enterrada numa terra de escravos. > É que eu não seja enterrada numa terra de escravos.

O resto, me parece muito bom, obrigado pela tradução! Regular smile

valdimar    Csütörtök, 25/01/2018 - 04:47

Muito obrigado pelas sugestões, Josemar!! Sempre gosto de receber tais comentários. Regular smile Já corregi a primeira e a última. Apenas queria esclarecer uma dúvida sobre a mesóclise.

Eu estava bem indeciso com isso, talvez por eu não conhecer muito bem a história da língua portuguesa. Este poema, como já deves saber, foi publicado em 1858. Assim, além de ser bem poética, a linguagem parece-me meio formal e antiquada, mesmo que não seja arcaica. Então, eu queria deixar o texto com um pouco desse sabor. Dessa forma, achas que a mesóclise fica erudita demais? Caso sim, já troco pela próclise.

Josemar    Csütörtök, 25/01/2018 - 04:54

De nada! Teeth smile

Pensando bem, é melhor deixar a mesóclise onde está, assim converte melhor a atmosfera da letra original. De todo modo, tu podes adicionar notas de rodapé explicando isso, o que achas?

valdimar    Csütörtök, 25/01/2018 - 05:04

Parece uma ótima solução; obrigado!

Josemar    Csütörtök, 25/01/2018 - 05:27

@valdimar Uma dica: quando quiseres adicionar notas de rodapé, é só escrever a explicação entre [*fn][*/fn] (basta retirar os "*" para que funcione), exemplo: eu gosto de maçã1

  • 1. Maçã é uma fruta
valdimar    Csütörtök, 25/01/2018 - 14:50

Ahhh, perfeito, agora sei para o futuro!