Duarte Mendes - Madrugada

الإعلانات
البرتغالية
A A

Madrugada

Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida no medo
E a raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio
 
Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
Do braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo
 
Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acorda vozes, arraiais
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais
 
Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia
 
Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes, arraiais
Cantem despertos na manhã
Que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais
 
Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais
Abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais
 
تم نشره بواسطة carlosmstraductorcarlosmstraductor في الأحد, 21/10/2018 - 14:45
شكراً!

 

الإعلانات
فيديو
Collections with "Madrugada"
الرجاء المساعدة في ترجمة اسم الأغنية
التعليقات