Poema 1 (Portugál translation)

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Poema 1

Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socava
y hace saltar el hijo del fondo de la tierra.
 
Fui solo como un túnel. De mí huían los pájaros
y en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,
como una flecha en mi arco, como una piedra en mi honda.
 
Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
Ah los vasos del pecho! Ah los ojos de ausencia!
Ah las rosas del pubis! Ah tu voz lenta y triste!
 
Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia sin límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.
 
Kűldve: malucamaluca Péntek, 28/12/2018 - 23:04
Portugál translationPortugál
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Poema 1

Corpo de mulher, brancas colinas, coxas brancas,
você parece o mundo na sua atitude de entrega.
O meu corpo de trabalhador salvagem lhe enfraquece
e faz saltar o filho do fundo da terra.
 
Fui sozinho como um túnel. De mim fugiam os pássaros
e em mim a noite entrava a sua invasão poderosa.
Para sobreviver forjei-lhe como uma arma,
como uma seta no meu arco, como uma pedra na minha funda.
 
Mas cai a hora da vingança, e amo-lhe.
Corpo de pele, de coxa, de leite ávido e firme.
Ah os vasos do peito! Ah os olhos de ausência!
Ah as rosas da púbis! Ah a sua voz lenta e triste!
 
Corpo da minha mulher, persistirei na sua graça.
A minha sede, a minha ânsia sem limite, o meu caminho indeciso!
Escuros canais onde a minha sede eterna segue,
e a fadiga segue, e a dor infinita.
 
This is the intellectual property of O.A. Ramos. May peace, love, and compassion forever be with you.
Kűldve: O.A. RamosO.A. Ramos Csütörtök, 02/05/2019 - 00:47
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