Meire D'Origem - Na Luta

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portugalski

Na Luta

[Verso 1: Meire D'Origem]
Na luta pronta pra disputa em tempos de game, arte sem conduta
Sou filha de rainha entenda e não baixo a cabeça pra filho da puta
Mãe Terra ensinou resistência
Me esquivar das fendas abertas, por trevas
Artista que é arte que é prosa que é azul e que é rosa, nos chamem de lenda!!
Sou mãe sou irmã e sou filha
E as mães da minha vida me fizeram Frida
Convoquei as mais cabulosas armadas de rimas e vim pra batalha
A rua ensinou as vivências, África essência e gingado de preta
Do trampo tirei meu sustento
Do sonho o sustento pra seguir na luta
Das sobras eu fiz um banquete
Revesti meu ventre e pari uns rap
Lancei uns mulekes, lapidei mulekes
Em tempos backing, gravei umas tracks
Usei salto alto, me encontrei descalço
Nas ruas vaguei, mas voltei para o pódio
Ganhei amizades, fiz inimizades
Preservei leais, me esquivei dos covardes
Eu tomei uns tragos, também dei uns tragos
Provei do amargo, chorei com descaso
Colei nas batalhas, eu sou a batalha das mães de família bruta joia rara
Fiz rap pesado sem me preocupar
Não fiz por IBOPE nem pra me exaltar
Old school essência que almejo levar
Preta de perifa, voz cês não cala
 
[Refrão:]
Na luta, pronta pra disputa
Vamo’ tomar de assalto, observe e não discuta
Se prepara que o bonde aqui não para
Os rap tá pesado e você que recebe a multa
 
[Verso 2: Preta Ary]
Já que as representadas daqui a pouco serão representantes
O raciocínio é constante pra pesar no que é relevante
E vai cair no ouvido dos infantes, torná-los seres mais pensantes
Não esses rap fajuto que vários puto tá fazendo aos montes
Vim para derrubar na ideia essa ideia que cê não entende
Pra deixar pro meu neguin uns rap que se sustente
Que não fale grosa a esmo, que seja o mesmo
Que deixaram para mim quando aprendi ser combatente
E bater de frente, na falta de faca nós afia os dentes
E quebra correntes, na boa as leoas aqui tem sangue quente
Se o rap é selva, dá nada tô acostumada sou relva
Erva daninha pra fela de merda, que não valoriza a cultura que herda
Aprenda com quem cê rejeita mais de 40 anos de rap somado numa letra
Aceita a quem se sustenta é o vale e a zona sul de São Paulo que cê respeita (muita treta)
É muito mais que cê acha, rap que cê não se encaixa
No sentido contrário dos caminhos que cê marcha
Esse é o rap de racha que geral abaixa
Pra fazer reverência quando nós bate nas caixa
 
[Refrão:]
Na luta, pronta pra disputa
Vamo' tomar de assalto, observe e não discuta
Se prepara que o bonde aqui não para
Os rap tá pesado e você que recebe a multa
 
[Verso 3: Cris SNJ]
Os dias de luta, luta, e os dias de glória
Honrar o que tem na memória, mover minha história vitória
Guerreira do extremo sul, negona na quebrada mora
Filha de Antônia que me protege com sua reza ora, bora
Para o sumário das ideias é sério agora, bora
Ficam de cara com meu nocaute deixo na lona, fora
Nóis divide racha no meio e se não soma roda
Quero o que é meu por direito não vivo da sobra
Rainha, defendo meu príncipe o castelo e o trono
Minhas rimas no corre da verba são noites sem sono
Negra África escrava, não, aqui não tem dono
É errando que se aprende a gente sabe como
Uns 20 anos de Rap, minha luta, meu esforço
As pessoas dizem sim, mas pra você não torço
Gosto de carne, se for preciso a gente rói o osso
Mulher independente é zica, esvazia seu bolso (otário)
 
[Refrão:]
Na luta, pronta pra disputa
Vamo' tomar de assalto, observe e não discuta
Se prepara que o bonde aqui não para
Os rap tá pesado e você que recebe a multa
 
Udostępniono przez ulissescoroa dnia czw., 10/01/2019 - 22:10
Dzięki!

 

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