Fernando Pessoa - Ogdr43 – Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto (traducere în Franceză)

Portugheză

Ogdr43 – Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto

Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
 
A recordação é uma traição à Natureza.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
 
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
 
Postat de Guernes la Joi, 15/10/2015 - 18:38
Ultima oară editat de Guernes în data Luni, 02/11/2015 - 12:24
Comentariile autorului:

7-5-1914
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“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. (Nota explicativa e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (10ª ed. 1993).
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- 66.
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“O Guardador de Rebanhos”. 1ª publ. in Athena, nº 4. Lisboa: Jan. 1925.

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traducere în Franceză

43 – Le gardeur de troupeaux

Plutôt le vol de l’oiseau, qui passe sans laisser de traine,
Que le passage de l’animal, marquant le sol de son empreinte.
L’oiseau passe et on l’oublie, et il doit en être ainsi.
L’animal, là où maintenant il n’est pas, il ne sert à rien
De le montrer, et encore moins, là où il fut autrefois.
 
Le souvenir est une trahison envers la Nature
Parce que la Nature d’hier n’est pas la Nature.
Ce qui fut n’est rien, et s’en rappeler, c’est ne pas voir.
 
Passe, oiseau, passe, enseigne-moi à passer !
 
Tous droits réservés © Christian Guernes (pour les traductions en français, sauf indication contraire ; lien vers le source, etc.)
Postat de Guernes la Joi, 15/10/2015 - 18:38
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